sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Acamdoze discute segurança pública na região da Comcam



A Associação das Câmaras Municipais da Microrregião Doze (Acamdoze) realiza uma assembleia extraordinária neste sábado (9) para discutir a segurança pública na região da Comcam. O encontro será a partir das 9 horas, na Câmara Municipal de Peabiru.

Foram convidados para o evento vereadores e prefeitos de toda a região, comando do 11º Batalhão de Polícia Militar e os deputados estaduais Douglas Fabricio e Marcio Nunes. A assembleia é aberta a toda a comunidade.

De acordo como presidente da Acamdoze, Valdir Hermes da Silva (PSDB), a cidade foi escolhida para o evento devido à onda de furtos que vem sofrendo nas últimas semanas. “A assembleia não foi convocada para criticar os trabalhos da polícia Militar e Civil, pelo contrário, o intuito é somarmos”, disse ele, ao comentar a limitação da Polícia Militar e Civil na região da Comcam, principalmente devido ao efetivo reduzido. “Vamos nos reunir neste sábado e depois cobrar do governador melhorias para nossa polícia”, argumentou.

Outra observação feita pelo presidente é que a legislação favorece a soltura de criminosos presos pela polícia. “As nossas forças de segurança fazem um trabalho de enxugar gelo, ou seja, a polícia prende, mas a Justiça solta porque a lei é frouxa. Está na hora do nosso Congresso repensar em leis mais rígidas contra a bandidagem porque a população se cansou de ficar à mercê dos criminosos”, argumentou.

O presidente da Câmara de Peabiru, Alaerte Rodrigues dos Santos (PMDB), comentou que nos últimos dias uma onda de furtos e arrombamentos está assolando Peabiru, deixando comerciantes e moradores com medo. Nem mesmo prédios públicos como escolas e creches estão escapando da ação dos bandidos.

“E a gente não pode culpar as polícias porque o contingente é muito reduzido. O governo não nos dá uma luz. Por isso estamos fazendo este movimento em nível de região através da Acamdoze para sensibilizar o governo para a situação”, disse Santos.

Rodrigues frisou que a situação é preocupante e a população está assustada. “Como nós vereadores somos os políticos mais próximos da comunidade estamos sendo bastante cobrados para uma solução ao problema”, ressaltou, ao argumentar que a sociedade não pode ficar refém dos criminosos.