segunda-feira, 27 de maio de 2019

BARBOSA FERRAZ - Professor Luciano fala sobre manifestações e diz que trabalhador não pode pagar a conta sozinho



O professor Luciano Soares de Souza, de Barbosa Ferraz, que é vice-presidente da Uvepar - União de Câmaras, Vereadores e Gestores Públicos do Paraná, falou sobre as manifestações realizadas no estado, neste domingo (26), destacando a importância do movimento em favor da democracia, mas fez um alerta para que as pessoas não se deixem levar por discursos de ódio, o que não é bom para este momento em que o Brasil vive, de instabilidade política.

Em contato com a reportagem, Soares disse que não participou diretamente das manifestações, que inclusive ocorreu no trevo de acesso as cidades de Barbosa Ferraz e Fênix.

Soares comentou ainda que apesar de entender que qualquer movimento que reivindica melhorias para a nação é muito bem-vindo, mas não acredita que o governo tenha agido de forma coerente em convocar as manifestações neste momento de tanta pressão no congresso, as vésperas da votação da reforma da previdência, já que os partidos do centro, o chamado “Centrão”, tem os votos que são fundamentais para a aprovação das emendas constitucionais, pois sem eles, que juntos da oposição, dificilmente o governo consegue aprovar seus projetos. O Centrão foi um dos alvos das manifestações deste domingo e isso poderá abalar ainda mais a já abalada relação do governo com o congresso nacional.

“É claro que o mercado, os empresários, são fundamentais para o crescimento do Brasil, assim como a agricultura e outras fontes, que fortalecem nossa economia, mas acredito que o que tem que ser cobrado primeiro é o fim das regalias dos marajás da nação, os grandes devedores da previdência, que somam bilhões de reais e estão só observando de longe. Eu sou a favor de toda manifestação e isso é democracia, mas não podemos nos deixar levar pela influência de quem tem interesses sombrios por trás dessa reforma que é importante ao país, mas que precisa sofrer alterações em alguns pontos, no congresso, e não cobrar toda essa conta do trabalhador comum, do trabalhador rural e dos idosos”; finalizou o professor Luciano Soares de Souza.