domingo, 4 de novembro de 2018

Odílio Balbinotti recebeu o Título de Cidadão Benemérito de Barbosa Ferraz

Odílio e esposa ao centro junto com vereador Celso Preisner, autor da lei, e esposa (Foto de Alexandre M. Rosa)

Aconteceu na manhã deste sábado (3) a homenagem ao ex-deputado federal e ex-prefeito de Barbosa Ferraz, Odílio Balbinotti. O evento de entrega do título de cidadão benemérito aconteceu na câmara de vereadores e além do homenageado e familiares, autoridades municipais, também contou com a participação de amigos e admiradores de Balbinotti. A honraria foi aprovada pelo legislativo e sancionada no ano de 2014. O autor do projeto foi o vereador Celso Marcos Preisner (imagem com Balbinotti e esposa Ivaine).

Odílio Balbinotti nasceu em Gaurama, no dia 8 de junho de 1941. Foi vereador de Barbosa Ferraz entre 1973 e 1977 e por duas vezes, prefeito, de 1977 a 1983 e de 1989 a 1993; foi deputado federal pelo Paraná e é um dos maiores produtores de semente de soja do país.

Biografia:


BALBINOTTI, Odílio
*dep. fed. PR 1995-1999 e 2003-
Odílio Balbinotti nasceu em Gaurama (RS) no dia 8 de junho de 1941, filho de Guido Domingos Balbinotti e de Ermelinda Balbinotti.
Empresário e agropecuarista, iniciou sua vida política como vereador da cidade de Barbosa Ferraz (PR), eleito em novembro de 1972 na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro de 1973, foi nesse mandato presidente da Câmara de Vereadores.
Em novembro de 1976, deixou a Câmara e concorreu à prefeitura do município. Eleito, tomou posse em fevereiro de 1977. Permaneceu na Arena até a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e, com a consequente reformulação partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS). Em 1981, integrou a comitiva oficial do governo do Paraná para o incremento do intercâmbio cultural e comercial junto ao governo japonês. Encerrou o mandato de prefeito em janeiro de 1983 e, no mesmo ano, começou a estudar direito da Faculdade de São Carlos (SP), mas não concluiu o curso.
Em 1988, deixou o PDS e filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). No pleito de outubro desse ano, disputou a prefeitura de Barbosa Ferraz pela segunda vez. Eleito, tomou posse em fevereiro de 1989. Encerrou o mandato de prefeito em dezembro de 1992, ano em que deixou o PFL e ingressou no Partido Democrático Cristão (PDC). Em 1993, mudou mais uma vez de partido, filiando-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).
No pleito de outubro de 1994 concorreu com sucesso a uma vaga na Câmara dos Deputados, tendo como base eleitoral o noroeste do estado e o vale do Ivaí. Iniciou o mandato em fevereiro de 1995 e integrou, nesse mesmo ano, a Comissão de Agricultura e Política Rural. Ainda em 1995, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Durante o processo de reforma constitucional ocorrido nesse ano, acompanhou quase sempre as orientações da oposição, pronunciando-se contrariamente à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, à revisão do conceito de empresa nacional e à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais. Foi favorável ao fim do monopólio na exploração do petróleo e esteve ausente da sessão que prorrogou o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) — antigo Fundo Social de Emergência (FSE) — criado na legislatura anterior para garantir o financiamento do plano de estabilização econômica do governo (Plano Real). Em julho de 1996, defendeu a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — antigo Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) — com a qual o ministro da Saúde, Adib Jatene, pretendia aumentar os recursos destinados ao setor.
Em fevereiro de 1997, foi favorável à emenda que estabeleceu o direito de reeleição para prefeitos, governadores de estado e presidente da República. Em novembro seguinte, foi também a favor do destaque ao projeto de reforma administrativa do governo federal que instituiu a possibilidade de demissão no funcionalismo público em caso de mau desempenho do servidor ou toda vez que os gastos com pessoal superassem 60% da arrecadação do Estado. Também nesse ano, transferiu-se para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Na eleição de outubro de 1998, elegeu-se mais uma vez deputado federal, agora na legenda do PSDB. Em novembro seguinte, apoiou a adoção de um limite máximo para as aposentadorias do setor público e foi também favorável à instituição da idade mínima e do tempo de contribuição como critério nas concessões dos benefícios para os trabalhadores da iniciativa privada. Iniciou novo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999 e nas eleições de 2002 voltou a se candidatar com êxito. Em 2003, ano em que iniciou o terceiro mandato, trocou mais uma vez partido, filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Nas eleições de 2006 foi eleito deputado federal pela quarta vez consecutiva, com 116.398 votos. Vinculado à bancada ruralista, durante o exercício do mandato iniciado em fevereiro de 2007 integrou as comissões de Agricultura e Política Rural, inclusive como primeiro vice-presidente; e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural como titular. Foi suplente nas comissões de Constituição e Justiça; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Viação e Transportes.
Em março de 2007 foi sondado para ser ministro da Agricultura do governo Lula, no contexto das negociações visando à realização de uma reforma ministerial destinada a dar maior espaço político ao PMDB. Entretanto, não chegou a assumir o cargo devido à divulgação pela imprensa de denúncias a seu respeito, inclusive a de falsidade ideológica, que tramitava em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Folha de S. Paulo do dia 17 daquele mês, Balbinotti era suspeito de ter forjado documentação para obter empréstimo do Banco do Brasil. Em seu lugar foi nomeado o também paranaense Reinhold Stephanes, que foi empossado no ministério no dia 23 de março de 2007.
Em outubro de 2009 envolveu-se em polêmica com a bancada ruralista ao retirar sua assinatura de requerimento para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) destinada a apurar denúncias de que o Movimento dos Sem-Terra (MST) estaria recebendo verbas de forma irregular do governo, tendo sido inclusive repreendido publicamente pela presidente da Confederação Nacional de Agricultura, senadora Kátia Abreu. Durante a legislatura foi ainda um dos signatários da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 367/09, que regulamentava o exercício do terceiro mandato para presidente da República e chefes do Executivo em nível estadual e municipal, e votou a favor da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da PEC que aumentou de 51.748 para 59.791 o número de vereadores nas câmara municipais do pais,  
Agropecuarista e empresário no Paraná e na região de Rondonópolis (Mato Grosso), onde adquiriu a fazenda Adriana, com 26 mil hectares, tornando-se um dos maiores produtores e fornecedores de sementes de soja do país, entre suas atividades destacam-se ainda as de diretor-presidente das Organizações Odílio Balbinotti em Maringá (PR) e proprietário da Rádio Educadora.
Casou-se com Ivaine Paiola Balbinotti, com quem teve dois filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (29/2/09, 23/3/09); Folha de S. Paulo (14/1/96, 30/1/97, 5/2, 29/9, 10/10 e 6/11/98); Gazeta do Povo (31/12/07, 5/9/07, 31/5/09); Globo (31/1/07, 15/7/07, 25/9/08, 1/10/09); IstoÉ Dinheiro (20/8/03); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.gov.br>. Acesso em: 11 out. 2009; Portal do TSE. Disponível em: <http://tse.gov.br>. Acesso em: 11 out. 2009; VIG. da DEM. Disponível em: <http://www.vigilantesdademocracia.org.br>. Acesso em: 11 out. 2009.